Uma abordagem inovadora
em Saúde Mental

Tratamento da perturbação depressiva resistente,
com recurso a psicadélicos.

O tratamento com Psicadélicos abre uma janela de oportunidade para a mudança.

Como Funciona

Recorremos a um fármaco com propriedades psicadélicas (psicadélico atípico) que é legalmente utilizado como anestésico e apresenta um excelente perfil de segurança. Utilizado como tratamento off-label(*) na depressão resistente, destingue-se por, frequentemente, produzir uma resposta antidepressiva em casos que não respondem aos tratamentos convencionais [1,2].

Em doses apropriadas, promove estados expandidos de consciência. Nestes estados ocorrem frequentemente experiências profundamente significativas para o individuo que implicam benefícios a longo prazo.

(*)Trata-se de um tratamento que não foi homolgado para esta indicação, sendo a sua prescrição responsabilidade do médico prescritor e necessário a assinatura de um consentimento informado. 

Integração

O tratamento adequado da Depressão Resistente deve incluir componentes farmacológicos e não farmacológicos. Assim, consideramos importante complementar as sessões de tratamento com psicadélico com sessões de integração psicológica da experiência, em que são valorizados os efeitos subjetivos do medicamento. Deste modo, a janela de oportunidade para a mudança, resultante da neuroplasticidade cerebral estimulada pelos psicadélicos, é aproveitada da melhor forma. Evidência científica crescente [3,4,5] leva-nos a propor esta abordagem, intercalada com sessões de tratamento repetidas, como forma de prolongar os benefícios a longo prazo(**).

(**) A evidência científica existente ainda não foi considerada suficiente para a aprovação formal destes tratamentos para uma indicação clínica específica.

Os Nossos Tratamentos

Antidepressivo
com Psicadélico

Antidepressivo
com Psicadélico
+ Integração

A Nossa Equipa

A 1ª equipa a oferecer tratamento
Antidepressivo com recurso a Psicadélicos no sul de Portugal

Renato Sousa

Médico Psiquiatra

Patricia Marta

Médica Psiquiatra

Luísa Meireles

Terapeuta Ocupacional

Francisco Santos

Médico Psiquiatra

Elsa Baguinho

Psicóloga Clínica

Local do Tratamento

Informações Importantes

FAQ's

QUEM TEM INDICAÇÃO PARA REALIZAR ESTE TRATAMENTO?

Pessoas com Depressão Resistente ao Tratamento definida como um episódio de depressão major em que há ausência de resposta clínica (a qual ocorre quando há melhoria de pelo menos 50% dos sintomas) após tratamento com dois cursos de antidepressivos, realizados em doses e duração adequadas.

QUAL A EFICÁCIA DESTE TRATAMENTO?

O fármaco utilizado tem sido amplamente estudada no tratamento da depressão ao longo de mais de 20 anos. A evidência cientifica reunida indica taxas de resposta e remissão superiores às observadas com os tratamentos farmacológicos convencionais.

QUANTAS SESSÕES DE TRATAMENTO SERÃO NECESSÁRIAS?

O plano de tratamento é desenhado individualmente de acordo com as necessidades e objetivos de cada um.

O número de tratamentos depende da avaliação de cada caso e resulta do acordo entre terapeuta e Paciente.

Na fase inicial realizam-se sessões de tratamento semanais ou bissemanais. A resposta ao tratamento poderá requerer várias sessões, pelo que recomendamos que realize pelo menos 4. Numa segunda fase, as sessões podem ser mais espaçadas, com o objetivo de manutenção. Entre as sessões de tratamento com psicadélico podem ocorrer uma ou várias sessões de integração psicológica da experiência.

QUE CUIDADOS DEVO TER ANTES DE CADA SESSÃO DE TRATAMENTO COM PSICADÉLICO?

Deve cumprir um jejum de pelo menos 4 horas antes de cada sessão. Não deve consumir alcool ou outras substâncias psicoativas ao longo do período do tratamento.

POSSO MANTER O MEU TRATAMENTO HABITUAL?

O fármaco utilizado é compatível com a maioria dos fármacos utilizados no tratamento da depressão. Alguns fármacos específicos devem ser reduzidos ou, se possível, interrompidos pois reduzem o efeito deste tratamento. Na primeira consulta faz-se uma revisão do tratamento habitual e os ajustes que se considerarem necessários.

QUAIS OS POSSÍVEIS EFEITOS SECUNDÁRIOS?

Este tratamento é habitualmente bem tolerado. Os efeitos secundários reportados ocorrem numa minoria dos casos e são habitualmente ligeiros e transitórios, desaparecendo em cerca de 60 minutos após a administração.

Os efeitos secundários mais comuns são cefaleias, tonturas, sedação, aumento transitório da frequência cardíaca e tensão arterial, visão turva e náuseas.

QUAIS AS CONTRAINDICAÇÕES PARA ESTE TRATAMENTO?

Psiquiátricas:

  • Episódio Psicótico Ativo
  • Episódio Maniaco
  • História Pessoal de Psicose

Médicas:

  • Estado de intoxicação aguda.
  • Delirium (síndrome confusional aguda).
  • Demência ou outra condição que afete a capacidade de compreensão e de dar consentimento informado para o tratamento.
  • Gravidez.
  • Hipertensão arterial não controlada.
  • Diabetes mellitus não controlada.
  • Hipertiroidismo não controlado.
  • Feocromocitoma.
  • Doença cardiovascular
  • Doença neurológica ou cerebrovascular
  • Doença hepática grave.
  • Risco de aspiração de conteúdo gástrico.
  • História de efeitos adversos graves ou alergia à substância psicadélica.

Referências (suporte científico)

[1]. Phillips, J. L., Norris, S., Talbot, J., Birmingham, M., Hatchard, T., Ortiz, A., … & Blier, P. ,2019. Single, repeated, and maintenance ketamine Infusions for treatment-resistant depression: a randomized controlled trial. American Journal of Psychiatry, 176(5), 401- 409.
[2]. Krystal, J.H., Abdallah, C.G., Sanacora, G., Charney, D.S. and Duman, R.S., 2019. Ketamine: a paradigm shift for depression research and treatment. Neuron, 101(5), pp.774-778.
[3]. Dore J. et al (2019). Ketamine Assisted Psychotherapy (KAP): Patient Demographics, Clinical Data and Outcomes in Three Large Practices Administering Ketamine with Psychotherapy.  J. Psychoactive Drugs (2019) 51(2), 189-198.
[4]. Singh, J. B., Fedgchin, M., Daly, E. J., De Boer, P., Cooper, K., Lim, P., & Kurian, B.,2016. A double-blind, randomized, placebo-controlled, dose-frequency study of intravenous ketamine in patients with treatment-resistant depression. American Journal of Psychiatry, 173(8), 816-826.
[5]. Walsh, Z., Mollaahmetoglu, O. M., Rootman, J., Golsof, S., Keeler, J., Marsh, B., Nutt, D. J., & Morgan,C.J., 2021. Ketamine for the treatment of mental health and Substance Use Disorders: Comprehensive Systematic Review. BJPsych Open, 8(1). https://doi.org/10.1192/bjo.2021.1061